Educação estadual   03/10/2017 | 18h50     Atualizado em 04/10/2017 | 11h00

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Greve dos professores: escolas estaduais de São Marcos seguem sem aulas normais

Maranhão está 100% paralisado e no Ginásio 15 trabalham. Orestes, João Pollo e Monteiro Lobato, onde alguns professores retornam amanhã (4), têm aulas parciais: só Giácomo funciona integralmente

Paralisação dos professores deixa alunos fora das escolas também em São Marcos
Paralisação dos professores deixa alunos fora das escolas também em São Marcos
Foto: Apenas ilustrativa

Os professores estaduais de São Marcos seguem aderindo à paralisação estadual do magistério gaúcho. Organizada pelo Cpers, a greve deflagrada em setembro está completando um mês neste começo de outubro. Em São Marcos as paralisações iniciaram em 19 de setembro e seguem neste mês. Conforme apurou o L’Attualità, nos dois maiores colégios estaduais da cidade (Ginásio e Maranhão, que disponibilizam ensino médio e juntos congregam mais de mil estudantes) poucos professores estão trabalhando. No Maranhão a paralisação é total: os 47 educadores que compõem o corpo docente da escola estão paralisados; com isso, os 370 alunos matriculados seguem sem aulas. No Ginásio a maioria dos 55 educadores está em greve. Conforme o diretor Kleber Ascari, em torno de 15 profissionais estão trabalhando. "Temos três turmas com aulas. São do 2º, 3º e 4º do ensino fundamental", informou. Ele disse que alguns professores decidiram retornar à escola, que conta com mais de 700 alunos. "Estamos esperando os professores se definirem. Alguns decidiram voltar, mas a decisão é deles", salientou.

 

Na Orestes Manfro, que tem 308 alunos, nove dos 26 professores estão em greve. "Estamos fazendo horário especial. O turno da tarde tem aulas normais, mas de manhã algumas turmas estão com aulas duas ou três vezes por semana", relatou a diretora Daniela Ampessan. Na Monteiro Lobato, que atende 160 alunos, 8 dos 21 professores seguem paralisados. Eles lecionam do 6º ao 9º ano do ensino fundamental. Conforme a direção, alguns professores do 1º ao 5º ano retornam nesta quarta (4) às aulas. A Giácomo Sandri, situada no distrito de Pedras Brancas e que atende 115 alunos, é a única escola estadual de São Marcos que funciona normalmente. Nenhum dos 14 professores e 4 funcionárias aderiu à paralisação do magistério gaúcho. Na João Pollo, que atende 53 alunos e conta com 15 professores, as aulas são parciais. Conforme nota divulgada pela direção, metade do corpo docente decidiu paralisar as atividades e por isso as aulas ocorrem em período reduzido.

 

Governo ameaça substituir professores grevistas com contrato emergencial e que não são concursados

A greve do magistério gaúcho só deverá ser encerrada quando o governo do Estado suspender o parcelamento dos salários dos educadores e retirar duas propostas de emenda à Constituição (PEC’s) que alteram o plano de carreira da categoria e prejudicam as aposentadorias. Outra demanda é evitar o parcelamento em 24 vezes do 13º salário a partir deste ano (o de 2016 está sendo pago em 12 vezes). O prosseguimento da greve foi decidido pelo Cpers após assembleia realizada na última sexta-feira (29), em Porto Alegre. Conforme o sindicato, mais de 70% dos professores estaduais gaúchos estão paralisados (a Secretaria de Educação diz que são em torno de 35%). O que deflagrou a greve foi a parcela de R$ 350 paga pelo governo em setembro. Neste mês não haverá parcelamento, mas sim escalonamento dos salários: os professores receberão de forma integral, mas o pagamento, que deveria ter sido feito na última semana de setembro, só deverá ocorrer após o dia 13 de outubro.

 

Já receberam o salário cerca de 76 mil professores que ganham até R$ 1,7 mil, o que representa 47% do total.Com 76.734 matrículas, o magistério representa a maior categoria do serviço público estadual gaúcho. A folha líquida dos 342 mil servidores do Executivo, entre ativos, inativos e pensionistas, fechou o mês de setembro em mais de R$ 1,1 bilhão. Na última segunda-feira (2) o Cpers conseguiu liminar na justiça evitando o corte de ponto dos grevistas, medida que seria tomada pelo Governo do Estado. A decisão judicial determina que a greve é legal e que não haverá corte de ponto dos professores que estão paralisados. Contudo, nesta terça (3) o governo anunciou que poderá substituir os professores grevistas com contratos temporários e que não são concursados. O Cpers afirma que a medida representaria o fim do ano letivo, pois não haveria professores para dar aula.

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