Radio Caxias - Contrariedade   14/11/2017 | 13h26     Atualizado em 14/11/2017 | 13h30

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Servidores e líderes comunitários dizem que privatizar o Postão 24 Horas vai precarizar a saúde pública

Foto: Alex Schneider/RádioCaxias
Foto: Alex Schneider/RádioCaxias

As galerias do plenário da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul ficaram lotadas na sessão desta terça-feira (14). O motivo foi protestar contra a decisão do prefeito Daniel Guerra (PRB) de terceirizar o serviço do Pronto Atendimento. Eram representantes da União das Associações de Bairros (UAB), Associações de Moradores de Bairros (Amobs), dirigentes sindicais e servidores públicos da área de saúde.

Entre eles, o enfermeiro Aleandro Balzaretti. O profissional tem 21 anos de serviço público e há 18 trabalha no Postão. Segundo Aleandro, o remanejamento de local de trabalho vai causar transtorno para os funcionários. Além disso, considera que também será uma mudança de foco de atuação. Isso porque os servidores do Postão são especializados em emergências, o que não é a finalidade das unidades básicas de Saúde (UBSs). Ele também reclama que os profissionais não foram consultados pelo governo municipal.

Entre as lideranças comunitárias que foram ao Legislativo, estava o presidente da Amob do bairro Cânyon, Marciano Correa. Ele faz parte do Conselho de Saúde da UAB e conhece bem a realidade do setor, principalmente, na Zona Norte da cidade. Marciano criticou a decisão de Daniel Guerra, que ele considera como autoritária.

A terceirização do Postão 24 Horas foi anunciada na última sexta-feira (10), durante entrevista coletiva do prefeito Daniel Guerra à imprensa de Caxias. O Executivo justifica a medida com a criação do programa UBS+. A intenção é fortalecer a atenção básica no Município, remanejando os 265 servidores do Postão 24 Horas para as UBSs.

 

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