Radio Caxias - Cânyon   11/01/2018 | 23h28     Atualizado em 11/01/2018 | 23h30

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Integrantes de facção criminosa são denunciados por mortes, incêndio doloso e receptação de veículo

Foto: Alex Schneider/Rádio Caxias
Foto: Alex Schneider/Rádio Caxias
O Ministério Público de Caxias do Sul denunciou nesta última quarta-feira (10) Tailesson Dionei Brito da Silva, conhecido como “Melara”, Diogo Andrade de Matos, Guilherme Corso Ferreira e Rodrigo Palhano pelas mortes de William Edmilson de Oliveira Gomes e Andrei Silveira dos Santos, além de incêndio doloso e receptação de veículo. Os crimes ocorreram na manhã de 5 de novembro de 2017, na Rua da Esperança, no bairro Cânyon, em Caxias. Na denúncia, a promotora Sílvia Regina Becker Pinto qualificou os crimes como provocados por motivo torpe, meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas.

Na oportunidade, Tailesson, Diogo, Guilherme e um menor de idade vestiram roupas similares às da Polícia Civil, chegaram ao local do crime a bordo de um veículo roubado e anunciaram que eram policiais. Um homem que estava no recinto fugiu pela janela e os criminosos disseram para a mulher, Aline Rosa, que pegasse seus filhos e saísse do local. Na sequência, os membros da facção "Balas na Cara" desferiram diversos tiros nas vítimas William e Andrei. Logo após, atearam fogo nos corpos.

Os crimes foram considerados torpes por três motivos, sendo impulsionados pela disputa de espaço no tráfico, para pôr fim ao ponto de drogas que ali achavam existir e com o objetivo de causar medo à facção criminosa concorrente, denominada "Manos da Serra", supostamente integrada pelas vítimas.

Os ilícitos foram praticados mediante recursos que dificultaram a defesa das vítimas, pois os denunciados e o adolescente infrator surpreenderam-nas desarmadas, em superioridade de forças. A abordagem ocorreu enquanto William e Andrei dormiam, reduzindo, assim, suas capacidades de reação. O denunciado Rodrigo, de dentro da prisão, promoveu e organizou a cooperação criminosa nos dois homicídios.

Após a prática dos delitos acima descritos, os membros da facção "Balas na Cara" causaram um incêndio proposital na residência de Aline Rosa. Quanto ao veículo utilizado, os criminosos sabiam que se tratava de produto de crime. Eles adquiriram, receberam e transportaram o automóvel. Tailesson está atualmente na condição de foragido, enquanto Diogo, Guilherme e Rodrigo estão recolhidos ao sistema prisional.


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