Radio Caxias - Transporte Coletivo   15/05/2018 | 13h16     Atualizado em 15/05/2018 | 13h20

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Decisão judicial sobre aumento da tarifa do ônibus repercute no Legislativo caxiense

Foto: Câmara de Vereadores/Divulgação
Foto: Câmara de Vereadores/Divulgação

A determinação da juíza da 2ª Vara Cível Especializada em Fazenda Pública, Maria Aline Fonseca, foi tema de debate no plenário do Legislativo, na sessão desta terça-feira (15). O tema foi levantado pela vereadora Paula Ioris (PSDB).  A tucana usou a tribuna da Câmara para dizer que, neste caso, o Executivo descumpre o contrato com a Visate. Segundo Paula, o prefeito de Caxias do Sul, Daniel Guerra (PRB), prega a legalidade, mas discute uma decisão judicial.

Em aparte, Gustavo Toigo (PDT) disse que o valor da tarifa sempre havia sido fixado depois de ampla discussão. O pedetista ressaltou que a Justiça aceita um acordo entre Executivo e a concessionária. Ele considera que é necessário rever gratuidades no sistema. Para Toigo, o prefeito repassa a responsabilidade dele para a Justiça e Conselho Municipal de Trânsito.

Adiló Didomenico (PTB) também entrou no debate. O parlamentar disse que um estudo foi apresentado, no início do ano passado, onde a tarifa poderia ser reduzida. Segundo ele, o Executivo precisa abrir ampla discussão sobre o assunto. O petebista alertou para o prejuízo que a polêmica deve trazer aos cofres públicos.

Para o vereador Paulo Périco (PMDB), o prefeito Daniel Guerra adota uma postura populista quando se trata da questão da tarifa do transporte coletivo. A mesma estratégia utilizada na campanha eleitoral, em 2016. O parlamentar cobrou a chamada Operação Lava-Jato que o então candidato a prefeito afirmou que iria fazer se assumisse a Prefeitura de Caxias. Conforme Périco, a Câmara de Vereadores assumiu a responsabilidade que é do Executivo. Além disso, que o prefeito nunca quis receber a direção da Visate para negociar uma solução para o caso da tarifa.

Os vereadores ainda sugeriram adequações no sistema de transporte coletivo. De acordo com os parlamentares, devem ser revisados os critérios de gratuidade e a volta do subsídio por parte do Executivo, sob a forma de incentivos fiscais, como redução de impostos, assim como havia nos governos anteriores.

 

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