Radio Caxias - Política   10/07/2018 | 15h20     Atualizado em 10/07/2018 | 17h35

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Morosidade na ocupação da Maesa repercute no Legislativo

Foto: Franciele Mazzochi Lorenzetti.
Foto: Franciele Mazzochi Lorenzetti.

Um dia depois da vistoria ao complexo da Maesa, o presidente da Comissão de Educação da Câmara Municipal de Caxias do Sul, vereador Paulo Périco (MDB), foi à tribuna para relatar a atividade. O parlamentar apresentou fotos aéreas da estrutura física da antiga metalúrgica, delimitando a maior arte, que já foi entregue ao Município pela empresa Voges.

 

Périco justificou a visita pela denúncia de vizinhos, sobre a deterioração do patrimônio público. Ele exemplificou o caso de um dos pavilhões já devolvidos ao Município estar ocupado por resíduos de produção da fábrica. Conforme o vereador, um fato ilegal. Ele também comentou sobre o atraso do pagamento do aluguel pela Voges, no valor de R$ 12 mil por mês, desde dezembro do ano passado. Na opinião de Périco, dinheiro que daria para fazer pequenos reparos no local.

 

Em aparte, o colega de bancada, Edson da Rosa recordou o tempo em que trabalhou na Maesa. Segundo ele, além de não fazer a manutenção no local, o Executivo não apresenta o planejamento estratégico da ocupação. Além disso, acredita que é necessário haver diálogo entre as secretarias sobre a ocupação do complexo.

 

A vereadora Paula Ioris (PSDB) também entrou no debate. Segundo ela, o Executivo tenta justificar a morosidade da ocupação pelo tombamento histórico dos prédios. Entretanto, a realidade é que não está fazendo nada. A tucana sugeriu que técnicos de fora da Prefeitura possam também colaborar.

 

Já de acordo com Adiló Didomenico (PTB), o Legislativo deve adotar uma forma de entendimento com o governo municipal. Para o petebista, se houver alguma denúncia aos órgãos de proteção ambiental, o fato poderá inviabilizar a ocupação da Maesa. Adiló é a favor de uma parceria com a iniciativa privada.

 

No final do pronunciamento, Périco apresentou algumas propostas sobre o caso da ocupação da Maesa. Entre elas, o retorno da Câmara de Vereadores e da UAB à comissão formada pelo Executivo. O parlamentar também propõe a retomada da análise do projeto realizado entre 2015 e 2016 e mais colaboração entre as secretarias de Cultura (SMC) e de Meio Ambiente (SEMMA).

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