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Geral   10/01/2019 | 08h25     Atualizado em 10/01/2019 | 09h17

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Padre Quevedo será velado e enterrado em Belo Horizonte nesta quinta-feira

Foto: divulgação
Foto: divulgação

Religioso morreu aos 88 anos; ele ficou conhecido pelo bordão ?isso non ecziste? ao desmascarar ?fenômenos paranormais?.

 

Oscar González Quevedo Bruzan, o Padre Quevedo, vai ser velado e enterrado nesta quinta-feira (10/01), em Belo Horizonte. Padre Quevedo morreu nesta quarta-feira (09/01), por complicações cardíacas, na Casa Irmão Luciano Brandão, no bairro Planalto, onde morava desde 2012.


O velório está marcado para começar às 9h, no ginásio da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, onde fica a casa em que morava, no bairro Planalto. O velório será aberto ao público. O enterro no Cemitério Bosque da Esperança, no bairro Jaqueline, às 11h.


O padre ficou famoso pelo bordão ?isso non ecziste?, ao desmistificar eventos considerados paranormais. Na década de 1970, desmascarou o ilusionista Uri Geller, que dizia entortar talheres com a força da mente.
No ano 2000, Padre Quevedo apresentou o quadro ?Caçador de Enigmas? no Fantástico, onde desvendava fenômenos da natureza e expor charlatões.

 

O religioso investigou casos como o das gêmeas que diziam sentir as mesmas coisas mesmo estando separadas; desmascarou a farsa de uma casa mal-assombrada e comentou casos de premonição envolvendo a queda do Foker da TAM.


Natural de Madri e naturalizado brasileiro, Padre Quevedo é considerado um dos maiores especialistas do mundo na área de parapsicologia e autor de dezenas de livros, muitos dos quais traduzidos para outras línguas, como "O que é parapsicologia", "A Face Oculta da Mente" e "As Forças Físicas da Mente". Além de parapsicologia, era formado em filosofia, teologia e humanidades clássicas.

 

Segundo a Ordem dos Jesuítas, Padre Quevedo ingressou na Companhia de Jesus aos 15 anos. Em 1959, aos 29 anos, chegou ao Brasil e, na década de 1960, naturalizou-se brasileiro.


Ele foi professor universitário de parapsicologia no Centro Universitário Salesiano de São Paulo (Unisal) e no Centro Latino-Americano de Parapsicologia (Clap), onde também foi diretor.

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